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Como trabalhar com dados do GIS no Civil 3D?

Na FF Solutions, a combinação do uso das tecnologias dos Sistemas de Informações Geográficas (SIG, ou em inglês GIS) com a Modelagem da Informação da Construção (BIM) é conhecida como GeoBIM.


No Autodesk Civil 3D existem muitas possibilidades para trazer dados geográficos aos projetos. A partir de diversos formatos, as informações geográficas podem ser utilizadas para modelagens trazendo os benefícios do GeoBIM.


Neste artigo você vai descobrir como podemos trabalhar com dados do GIS no Autodesk Civil 3D!


Configurações


Antes de falar sobre os dados geográficos é importante configurar o software com as unidades corretas e o sistema de coordenadas.


Na Toolspace, em configurações ou Settings, com o botão direito do mouse é possível editar as configurações do desenho atual. Lembre-se, caso a aba Settings não estiver aparecendo para você, basta ir na aba Home, em Palettes e clicar no símbolo ⚙.


Como editar as Configurações no Arquivo do Civil 3D. Fonte: Autoral
Como editar as Configurações no Arquivo do Civil 3D. Fonte: Autoral

Na janela de diálogo, na aba Units and Zones, podemos configurar as unidades de comprimento e de ângulos do desenho, assim como, escalas e sistemas de coordenadas. No exemplo do artigo estou utilizando o sistema de coordenadas SIRGAS 2000 UTM / 23S.

Configurações de Unidades e de Zona no Civil 3D. Fonte: Autoral
Configurações de Unidades e de Zona no Civil 3D. Fonte: Autoral

Formatos de Importação de dados GIS no Autodesk Civil 3D


Depois que fizemos as configurações de coordenadas podemos falar dos formatos de importação de dados GIS.


Um dos comandos que possibilita isso no Autodesk Civil 3D é o MAPIMPORT. Os formatos aceitos pelo comando foram listados a seguir:

· Arquivo de pontos ASCII (*.txt, *.csv, *.asc, *.nez);

· Autodesk SDF (*.sdf);

· CityGML (*.gml, *xml, *.gz);

· E00 (Exportação Esri ArcInfo)(*.e00);

· Cobertura Esri ArcInfo;

· ESRI Shapefile (*.shp);

· GML (Geography Markup Language) (*.gml, *.xml, *.gz);

· Google KML (*.kml, *.kmz);

· MapInfo MIF/MID (*.mif);

· Mapinfo TAB (MITAB)(*.tab);

· Arquivo do MicroStation (*.dgn);

· OS (GB) MasterMap (*.gml, *.xml, *.gz);

· Spatial Data Transfer Standard (SDTS)/*CATD.DDF);

· SQLite Spatial (*.sqlite);

· Cobertura de Vector Product Format (VPF) (*.ft).


Os formatos KML e KMZ, originados do Google Earth, são muito utilizados para demarcar áreas de interesse. A agilidade de posicionar os pontos no Google Earth e trazer para o Civil 3D é um recurso bem útil!


Dentre os outros formatos, o ESRI shapefile definitivamente merece um destaque. Provavelmente é o formato mais comum de importação e exportação de dados geográficos no Autodesk Civil 3D.


Na mesma lógica, o comando MAPEXPORT é utilizado para exportar os objetos do Civil 3D para formatos de dados GIS. Assim, esses dados podem ser importados no QGIS, ArcGIS, dentre outros softwares. Bom, todos esses formatos mencionados são arquivos vetoriais, ou seja, formados por pontos, linha ou polígonos. E os outros tipos de arquivo, como os dados raster de imagens de satélite e de Modelos Digitais de Elevação (MDE)? Para esses arquivos podemos usar o comando MAPINSERT!


Com o comando MAPIINSERT podemos importar para o desenho alguns formatos como:

· ECW Compressed Image Format (*.ecw);

· Portable Network Graphics file (*.png);

· Tagged Image File Format (*.tif, *.tiff);

· USGS Digital Elevation Model (*.dem).


Esses formatos são muito utilizados para armazenar dados de imagens de satélites ou drones, modelos de terreno, dentre outros. E só um detalhe, o comando MAPIINSERT é com dois “i” mesmo!


Por fim, temos também o MAPCONNECT. Esse comando possibilita conectar o arquivo com diversos formatos de bancos de dados públicos e privados, incluindo ligações com o ArcGIS desktop e online, WMS e WFS, PostgreSQL e outros.



Possibilidades de Conexão de Dados com o Data Connect no Civil 3D. Fonte: Autoral
Possibilidades de Conexão de Dados com o Data Connect no Civil 3D. Fonte: Autoral

Aplicações dos dados GIS no Autodesk Civil 3D


E o mais importante vem agora, depois de importar esses dados o que eu faço com eles no Autodesk Civil 3D? A primeira aplicação que vou trazer é a de criação de superfícies a partir de dados GIS.

Arquivos ESRI Shapefile de pontos, por exemplo, podem ser importados para a criação de um objeto de superfície. Para isso é importante que os pontos tenham informação de coordenadas X, Y e Z (elevação).

Na aba Home, no painel Create Ground Data, podemos selecionar a opção de criar superfícies a partir de dados GIS:

dados do GIS no Civil 3D




A janela de diálogo apresenta várias abas, onde vamos detalhar cada uma delas:

· Object Options: nessa aba você pode configurar o nome da superfície, estilo, camada (layer) e material de renderização;

· Connect to Data: aqui na opção de fonte de dados “SHP” podemos abrir o arquivo ESRI Shapefile. Basta selecionar o caminho do arquivo ou do diretório de arquivos nos ícones:

dados do GIS no Civil 3D


. Lembre-se de clicar em Login;

· Schema and Coordinates: nessa aba é importante selecionar a Feature Class do arquivo selecionado anteriormente. Podemos também especificar o sistema de coordenadas;

· Geospatial Query: aqui podemos definir uma área de interesse para não importar todos os dados. Isso é especialmente útil quando trabalhamos com grandes volumes de dados;

· Data Mapping: na última aba vamos mapear a correspondência entre os atributos do arquivo ESRI Shapefile com as propriedades de objetos do Civil 3D. Para superfícies apenas a propriedade de elevação é necessária para gerar a malha triangulada (TIN).

Mapeamento de Dados do arquivo ESRI Shapefile no Civil 3D. Fonte: Autoral
Mapeamento de Dados do arquivo ESRI Shapefile no Civil 3D. Fonte: Autoral

Note que temos uma coluna com os campos do dado GIS e outra coluna com as propriedades do Civil 3D. Esse mapeamento possibilita usar as informações geográficas nos comandos do Civil 3D, unindo o GIS com a modelagem da informação (o tal do GeoBIM!!).


Os pontos do arquivo ESRI Shapefile são utilizados para gerar a triangulação, e assim, a superfície obtida foi a seguinte:

Superfície Criada a partir do arquivo ESRI Shapefile no Civil 3D. Fonte: Autoral
Superfície Criada a partir do arquivo ESRI Shapefile no Civil 3D. Fonte: Autoral

Essa superfície de exemplo faz parte de um dos tutoriais da Autodesk. Você pode conferir o tutorial aqui.


Outra opção é utilizar arquivos raster, como o *dem e o *.tiff, para criar superfícies. Depois de criar uma superfície, no Prospector, abaixo nas opções da superfície em Definition, basta ir na opção DEM Files e clicar com o botão direito do mouse.


Como adicionar dados Raster em Superfícies no Civil 3D. Fonte: Autoral











A forma de criar a superfície do terreno existente vai depender de quais dados temos disponíveis em cada projeto. De um jeito ou de outro, recomendo sempre verificar a triangulação da superfície se está adequada.


Aqui você pode fazer um tutorial da Autodesk sobre isso.


Bom, uma outra aplicação dos dados GIS no Autodesk Civil 3D é a criação de redes de tubulações por gravidade, a partir de arquivos ESRI Shapefile. Da mesma forma como nas superfícies, o mapeamento de dados é importante e isso exige a organização das informações da tabela de atributos.


Isso foi assunto de um artigo passado.


Dicas Finais


A parceria da ESRI com a Autodesk permitiu a integração direta do Autodesk Civil 3D com dados publicados no ArcGIS. Isso traz uma possibilidade bem interessante para colocarmos em prática o GeoBIM!


Esse vídeo publicado no Canal Mundo AEC mostra alguns exemplos do Conector do ArcGIS no Civil 3D:




Esse vídeo do Jerry Bartels, uma grande referência do Autodesk Civil 3D, traz alguns exemplos de como criar, manipular e analisar dados de um GIS no software:






Conclusão


Nesse artigo vimos algumas opções de como trabalhar com os dados GIS no Autodesk Civil 3D. Em Projetos de Infraestrutura, a aplicação do GeoBIM é fundamental e isso exige a organização dos dados. Você já conhecia os comandos que tratamos no artigo? Deixa aqui nos comentários!


Continue acompanhando o Blog da Build Lab para mais novidades sobre o BIM para Infraestruturas!

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